Como Chegar
Fundador da Igreja Evangélica Fluminense e propulsor do primeiro trabalho evangélico nacional.
No dia 19 de agosto de 1855 iniciou a primeira Escola Dominical no Brasil e marcou o começo do Evangelismo Nacional Pioneiro, em caráter permanente.
Nasceu em 8 de Setembro de 1809 e faleceu em 17 de janeiro de 1888.
Colaboradora de seu marido, Dr. Robert Reid Kalley.
Professora da primeira Escola Dominical fundada no Brasil.
Nasceu no ano de 1825 e faleceu no dia 8 de agasto de 1907. Membro fundadora da Igreja Evangélica Fluminense, em 11 de julho de 1858.
Robert Reid Kalley (1809-1888) médico escocês, natural de Mount Florida,
nos arredores de Glasgow, nasceu no dia 8 de setembro de 1809. Pouco se
sabe acerca de sua infância. Era filho de Robert Kalley, abastado
negociante, e Jane Reid Kalley, que pertencia à Igreja Presbiteriana da
Escócia.
Em 1829 tirou o diploma de cirurgião e farmacêutico pela Faculdade de
Medicina e Cirurgia de Glasgow, tendo feito os seus estudos práticos no
Hospital Real dessa cidade. Era ateu mas graças ao testemunho de uma cliente
foi conduzido a estudar cuidadosamente as Escrituras Sagradas. Esses estudos
o conduziram à conversão.
2. DR. KALLEY E A ILHA DA MADEIRA
À princípio Kalley pretendia evangelizar a China, mas, em conseqüência do
grave estado de saúde de sua esposa, resolveu ir para a Ilha da Madeira, na
costa portuguesa, onde chegou em 1838. No ano seguinte foi ordenado ao
ministério pastoral, no dia 8 de julho. Em 1840 fundou um hospital. Em 1843
foi preso acusado de apostasia, heresia e blasfêmia, crime considerado
inafiançavel e permanecendo preso por 5 meses.
Em agosto daquele mesmo ano teve início uma terrível perseguição. Kalley
saiu de casa disfarçado de camponês. Sua esposa e parentes se refugiram no
consulado britânico. Sua casa foi invadida e destruída por homens que tinham
ido eliminá-lo. Sem outra alternativa, foi deitado em uma rede disfarçado de
velhinha enferma e transportado para bordo de um navio inglês que partiria
para as Índias Ocidentais.
3. DR. KALLEY NO BRASIL
Em dezembro de 1852 casou-se com D. Sarah Poulton Kalley. Sua primeira
esposa, Mrs. Margareth Kalley falecera em 1851. Partiu para os Estados
Unidos onde foi visitar aos madeirenses que ali se haviam refugiado por
causa das perseguições. Passou com eles o inverno de 1853/54.
Em 9 de abril de 1855 partiu com destino ao Brasil. Ele ficara impressionado
com este país por conta da leitura de um livro publicado em 1845 pelo Rev.
Daniel P. Kidder “Reminiscências de viagens e Permanências nas Províncias do
Sul e Norte do Brasil” . Enquanto esteve em Ilinnois Kalley leu esta obra e
ficou impressionado com a descrição da cidade do Rio de Janeiro e outros
lugares.
Em 10 de maio de 1855 aportava no Rio de Janeiro o vapor Great Western da
mala real inglesa. Nele vinham, entre outros passageiros, o Dr. Kalley e sua
esposa, D. Sarah, para iniciarem nessa terra um trabalho que duraria 21 anos
e 57 dias.
O Rio de janeiro de 1855 era uma cidade com cerca de 300 mil habitantes.
Haviam cerca de 50 igrejas e capelas espalhadas pela cidade. A religião do
império era a católica. Kalley, chegado ao Rio foi instalar-se em
Petrópolis, numa mansão conhecida como GERNHEIM, que significa, “Lar muito
amado”, antes habitada pelo embaixador dos EUA, Mr. Webb.
Em 19 de agosto de 1855, um domingo à tarde, Kalley e sua esposa instalaram
em sua residência a primeira classe de Escola Dominical, contando com cinco
crianças, filhos dos Webbs e do sr Carpenter. Foi contada a história do
profeta Jonas.
Com o desenvolvimento do trabalho, Kalley escreveu para amigos e antigos
companheiros de Ilinnois, convidando-os a virem auxiliá-lo no Brasil. O
primeiro a chegar foi Wiliam Pitt, inglês que fora aluno de D. Sarah na
Madeira. Pouco depois vierem Francisco da Gama e sua mulher, D. Francisca,
Francisco de Souza Jardim e família.
O primeiro crente batizado pelo Dr. Kalley foi o sr. José Pereira de Souza
Louro, em 8 de novembro de 1857. Mas foi em 11 de julho de 1858 que ele
organizou a primeira igreja evangélica de regime congregacionalista no
Brasil: A Igreja Evangélica Fluminense. Foi organizada com 14 membros tendo
sido batizado naquele dia o sr. Pedro Nolasco de Andrade, primeiro
brasileiro batizado por Kalley.
4. DR. KALLEY E O CONGREGACIONALISMO
Sua origem era presbiteriana, tendo sido batizado na Igreja Presbiteriana da
Escócia. Mas no Brasil ele não organizou uma igreja nos moldes
presbiterianos. No entanto há o que se distinguir entre ser presbiteriano
eclesiasticamente e ser calvinista em teologia. Kalley não se converteu ao
congregacionalismo. Foi aos poucos que ele foi assumindo o jeito de ser
congregacional. Lentamente desenvolveu um conceito de povo de Deus - Igreja
- diferente do conceito calvinista. Quando veio para o Brasil depois de
passar algum tempo nos Estados Unidos, sua convicção congregacionalista em
matéria de organização e caráter da igreja local, já estava bem definida:
não batizava mais crianças, organizou igrejas autônomas - Igreja Evangélica
Fluminense, 1858 e, Igreja Evangélica Pernambucana, 1873 - independentes
entre si e estabeleceu presbíteros e diáconos.
5. A PRIMEIRA CONVENÇÃO
Em 6 de julho de 1913 o Rev. Francisco Antônio de Souza liderou a
organização da Primeira Convenção das igrejas de governo congregacional,
estando presentes 13 igrejas: Fluminense, Pernambucana, Niterói, Passa
três, Caçador, Encantado, Vitória de Santo Antão, Jaboatão, Monte Alegre,
Paranaguá, Paracambi, Paulistana e Santista. Nessa Convenção decidiu-se
fundar um Seminário para evitar que os vocacionados continuassem a ter
necessidade de estudar no exterior. A fundação do Seminário Teológico
Congregacional do Rio de Janeiro se deu em 3 de março de 1914.
6. NOMES DA NOVA ENTIDADE
1913 - União das Igrejas Evangélica Indenominacionais
1916 - Aliança das Igrejas Evangélicas Congregacionais Brasileiras e
Portuguesas
1919 - União das Igrejas Evangélicas Que Aceitam os 28 Artigos da Breve
Exposição das Doutrinas Fundamentais do Cristianismo
1921 - União das Igrejas Evangélicas Congregacionais do Brasil e Portugal
1923 - União das Igrejas Evangélicas Congregacionais Independentes
1924 - União Evangélica Congregacional Brasileira
1934 - Federação Evangélica Congregacional do Brasil e Portugal
1934 - União Evangélica Congregacional do Brasil e Portugal
1941 - União de Igrejas Evangélicas do Brasil
1942 - União das Igrejas Evangélicas Congregacionais e Cristãs do Brasil
1968 - Igreja Evangélica Congregacional do Brasil
1969 - União das Igrejas Evangélicas Congregacionais do Brasil
7. PRINCÍPIOS CONGREGACIONALISTAS
Autonomia da Igreja local. Desse princípio se derivam todos os outros.
A sede da autoridade decisória final do governo eclesiástico está colocada
na Assembléia dos membros da Igreja local.
Quem possui as prerrogativas eclesiásticas é a igreja local e esta não pode
ser sacrificada em favor de qualquer outro princípio.
8. O CONGREGACIONALISMO NO BRASIL DE HOJE
A partir de 1942 houve a fusão de duas denominações evangélicas brasileiras:
a Igreja Cristã Evangélica do Brasil (ICEB) e a União das Igrejas
Evangélicas do Brasil, de governo congregacional, se fundiram numa
denominação que veio a se chamar União das Igrejas Evangélicas
Congregacionais e Cristãs do Brasil (UIECCB). Esta união durou até janeiro
de 1968. Em 1969 foi aprovada a nova Constituição da nova entidade que
agregara os congregacionais do norte e do sul do país - União das Igrejas
Evangélicas e Congregacionais do Brasil.
Começou então um período de consolidação nacional. Foram remodelados os
quadros administrativos da UIECB que contava com 177 igrejas espalhadas por
vários estados do Brasil. Estas igrejas foram divididas em 15 regiões
administrativas, e também:
Foi adquirida uma sede própria. Adquire-se uma gráfica para impressão da
literatura denominacional
Começa-se um despertamento missionário com abertura de campos em vários
lugares do Brasil.
Reorganizam-se os seminários da denominação em Recife e Rio de Janeiro.
De 1969 até o presente exerceram a presidência da UIECB os seguintes
pastores:
- Rev. Theodoro José dos Santos - 1969-1973;
- Rev. Daniel Gonçalves Lima - 1973-1977;
- Rev. Deneci Gonçalves da Rocha - 1977-1983;
- Rev. Jair Álvares Pintor - 1983-1985;
- Rev. Vanderli Lima Carreiro - 1985-1989;
- Rev. Amaury de Souza Jardim - 1989-1991;
- Rev. Paulo Leite da Costa - 1991 até os nossos dias.
A partir de 1992 a Sede da União passou a funcionar à sua Visconde de
Inhaúma, 134, Salas 1307-1309, Centro, Rio de Janeiro. Em janeiro de 2001 o
décimo-nono andar foi adquirido por nossa denominação neste mesmo prédio.
Ali está toda a administração da UIECB e onde se realizam também as
reuniões da Junta Geral, aos terceiros sábados de meses ímpares. O externato
do SETCRJ passou a utilizar as dependências do décimo-terceiro andar.
A UIECB possui os seguintes departamentos:
1. Departamento de Atividades Ministeriais (DAM);
2. Departamento de Educação Teológica (DET);
3. Departamento de Evangelização e Missões (DEM);
4. Departamento de Educação Religiosa e Publicações (DERP).
A UIECB conta hoje com cerca de 380 igrejas filiadas e mais de 500 ministros
ordenados. A denominação que durante mais de cem anos foi alvo de missões
estrangeiras, hoje faz Missões no Brasil e no Exterior, tendo alcançado
todos os estados brasileiros e nações como Portugal, Espanha, Turquia,
Jordânia, Moçambique, Angola e Guiné Bissau.
Mas não apenas a Denominação faz Missões: igrejas locais, sozinhas ou em
parcerias, tem enviado obreiros para várias partes do Brasil e do Mundo.
Órgãos de Divulgação do Trabalho Congregacional
- O Cristão - jornal centenário, fundado em 20 de janeiro de 1892;
- Revista Vida Cristã - órgão oficial da Confederação das Uniões A.
Femininas;
- Revista O Exemplo - órgão oficial da Mocidade Congregacional;
- Revista COUACONTA - órgão oficial dos Adolescentes
Congregacionais;
- Revista O Varonil - órgão oficial dos Homens Congregacionais.
Os congregacionais da UIECB não são os únicos congregacionais no Brasil. Há
pelo menos quatro outros grupos congregacionalistas: Aliança das Igrejas
Evangélicas Congregacionais do Brasil, em sua maior parte, centralizada no
Nordeste; Igrejas Congregacionais Independentes, em pelo menos dois grupos
distintos, no Rio de Janeiro; e Igreja Congregacional do Brasil, com sede em
Ijuí, Rio Grande do Sul. Ultimamente esforços tem sido desprendidos no
sentido de um convívio mais aproximado entre todos esses grupos. Púlpitos
tem sido trocados e intercâmbio tem se evidenciado à nível denominacional.
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Francisco José da Costa
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Theodoro José dos santos
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Os assuntos podem ser agendados ou tratados pelos telefones:
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